Apêndice: resumo das entrevistas
O resumo consolidado das entrevistas por trás do capítulo três.
Um resumo das nossas entrevistas com jovens negociadores climáticos. Perguntámos sobre os problemas que enfrentam e como os modelos de linguagem poderiam ajudar.
Com quem falámos. Seis negociadores, da Libéria, do Paraguai, do Peru, da Nigéria, do Líbano e da Indonésia. Tinham diferentes níveis de experiência, e alguns eram novos no processo.
Desafios e dificuldades
Na função. O inglês não é a sua primeira língua. O jargão da UNFCCC é difícil (Libéria, Paraguai). O conhecimento técnico está distribuído de forma desigual e é pouco partilhado. Sabem pouco sobre negociações anteriores (Líbano). É difícil falar com negociadores mais experientes sobre temas complexos (Peru, Nigéria). As posições na sala mudam depressa.
Em situações específicas. A primeira COP foi intimidante porque não tinham sido preparados (Paraguai, Peru). Falar em público, com tanto em jogo, torna difícil explicar temas complexos.
Na procura de informação. O site da UNFCCC é a principal fonte e é difícil de usar. Falta tempo para assimilar as informações essenciais (Paraguai). As notícias circulam por mensagens internas e contactos pessoais.
Na comunicação. É difícil explicar ideias complexas de forma rápida e precisa em inglês. As pessoas têm níveis de inglês muito diferentes, o que dificulta a comunicação (Indonésia).
Ferramentas
Em uso. Grammarly para escrever (Paraguai). Google Drive para trabalhar em conjunto em documentos (Paraguai). Nenhuma ferramenta de tradução, porque a linguagem das negociações é difícil de traduzir (Paraguai).
Desejadas. Melhores ferramentas de língua e gramática feitas para textos da UNFCCC (Paraguai, Libéria). Ferramentas que analisam documentos rapidamente e extraem os pontos principais (Líbano, Nigéria). Materiais de aprendizagem adaptados a cada negociador (Libéria).
Informação e decisões
Manter-se a par. Através de colegas e materiais partilhados, e de boletins informativos e sites (Libéria, Líbano).
Lidar com informação complexa. Trabalhar em equipa e recorrer aos conhecimentos de outras pessoas (Peru). Pesquisar a fundo temas desconhecidos.
Trabalhar em conjunto. Os negociadores criam comunidades de apoio de forma intencional (Peru, Nigéria). Estão em curso esforços para melhorar as competências linguísticas (Indonésia).
Ideias e soluções
O que querem melhorar. Documentos oficiais mais simples, para que mais pessoas possam participar (Líbano, Nigéria).
Tarefas repetitivas que vale a pena automatizar. Encontrar detalhes de negociações anteriores (Líbano).
Olhar para o futuro. Veem a IA e as ferramentas digitais como possíveis apoios nas negociações.
Oportunidades para os modelos de linguagem
Benefícios. Tradução e resumos, que ajudam a lidar com barreiras linguísticas e documentos longos.
Automatização. Extrair os pontos principais de documentos longos.
Preocupações. Depender da tecnologia pode enfraquecer a capacidade das pessoas de fazer a sua própria pesquisa (Libéria, Paraguai).